A noite caí e as estrelas não me deixam vê-las. O céu está demasiado nublado. Caminho pela imensa escuridão de uma cidade abandonada, sem vida e com o odor da precipitação demasiada. Continuo, continuo, continuo até avistar-te.
O que és tu? De onde vens? O que fazes aqui? Estou no meu território, não te quero aqui. Vais me fazer mal. Vais me fazer relembrar o que não quero. Por favor, não te aproximes, não entres na minha cabeça, não me toques.
Não passas de aquilo a que se chama de imaginação, mas no fundo tens más intenções e levas-me ao precípicio, portanto, vai-te embora e não voltes.
"Mas eu faço parte de ti" - lanças para o ar. Não, não fazes. Não me és nada e eu não quero (re)conhecer-te. Não tenho nada a dizer-te mais. Vai!

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